012 – Xico Sá

Programa: 012

Exibido em: 15 de outubro de 2008

Entrevistado: Xico Sá

Jornalista e escritor, nasceu no Cariri, foi criado no Recife e vive atualmente em São Paulo. É colunista da Folha de S.Paulo e escreve para as revistas Trip e TPM, entre outras. Na música, foi baterista do grupo Anjos de Klee (Recife) e tem várias parcerias com o Mundo Livre S/A, banda do mangue beat pernambucano.
No cinema, foi co-roteirista do filme Deserto Feliz (2007), de Paulo Caldas.

Em 2005, associou-se com a artista plástica Pinki Wainer e criou a Editora do Bispo, dedicada preferencialmente à publicação textos não-conformistas, que seriam recusados pelas grandes editoras. Além da ousadia gráfica, a editora tem outra particularidade: os textos dos livros podem ser baixados gratuitamente do site www.editoradobispo.com.br.
Xico Sá se destacou por reportagens investigativas, como a que revelou ao país o paradeiro de PC Farias, em 1993. Ganhou importantes prêmios de jornalismo, como o Esso e o Folha.
Seu único livro que faz jus ao passado de repórter investigativo é “A nova geografia da fome” (Tempo d’Imagem), feito com o fotógrafo Ubirajara Dettmar em 2003. A dupla percorreu 60 mil km durante quatro meses, visitando os dez estados do Nordeste e os Vales do Jequitinhonha e do Mucuri, em Minas Gerais. Seguindo o mesmo roteiro do programa Fome Zero, retrataram a rotina de brasileiros que passam fome.

Boêmio convicto, Xico Sá é dono de um estilo cáustico e bem-humorado, que pode ser observado nas crônicas de seu blog, O carapuceiro, ou nos debates futebolísticos do programa Cartão Verde, da TV Cultura.

Modos de macho & Modinhas de fêmea

Divina comédia da fama

Nova geografia da fome

Paixão Roxa

Do Catecismo de devoções, intimidades & pornografias

Se um cão vadio aos pés de uma mulher-abismo

Caballeros Solitarios Rumo ao Sol Poente

Entrevista na íntegra:

EXERCÍCIOS DE PONTUAÇÃO AMOROSA

(Texto publicado no blog O Carapuceiro em 12/09/2008)

Sim, homem é frouxo, só usa vírgula, no máximo um ponto e virgula; jamais um ponto final.

Sim, o amor acaba, como sentenciou a mais bela das crônicas de Paulo Mendes Campos: “Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde começou a pulsar…”

Acaba, mas só as mulheres têm a coragem de pingar o ponto da caneta-tinteiro do amor. E pronto. Às vezes com três exclamações, como nas manchetes sangrentas de antigamente.

Sem reticências…

Mesmo, em algumas ocasiões, contra a vontade. Sábias, sabem que não faz sentido prorrogação, os pênaltis, deixar o destino decidir na morte súbita.

O homem até cria motivos a mais para que a mulher diga basta, chega, é o fim!!!

O macho pode até sair para comprar cigarro na esquina e nunca mais voltar. E sair por ai dando baforadas aflitas no king-size do abandono, no Continental sem filtro da covardia e do desamor.

Mulher se acaba, mas diz na lata, sem mané-metáforas.

Melhor mesmo para os dois lados, é que haja o maior barraco. Um quebra-quebra miserável, celular contra a parede, controle remoto no teto, óculos na maré, acusações mútuas, o diabo-a-quatro, barraqueiros corazones.

O amor, se é amor, não se acaba de forma civilizada.

Nem no Crato… nem na Suécia.

Se ama de verdade, nem o mais frio dos esquimós consegue escrever o “the end” sem uma quebradeira monstruosa.

Fim de amor sem baixarias é o atestado, com reconhecimento de firma e carimbo do cartório, de que o amor ali não mais estava.

O mais frio, o mais “cool” dos ingleses estrebucha e fura o disco dos Smiths, I Am Human, sim, demasiadamente humano esse barraco sem fim.

O que não pode é sair por ai assobiando, camisa aberta, relax, chutando as tampinhas da indiferença para dentro dos bueiros das calçadas e do tempo.

O fim do amor exige uma viuvez, um luto, não pode simplesmente pular o muro do reino da Carençolândia para exilar-se, com mala e cuia, com a primeira criatura ou com o primeiro traste que aparece pela frente.

E vamos ficando por aqui, pois já derrapei na curva da auto-ajuda como uma Kombi velha na Serra do Mar… e já já descambarei, eu me conheço, para o mundo picareta de Paulo Coelho. Vade retro.

011 – Laís Bodanzky

Programa: 011

Exibido em: 01 de outubro de 2008

Entrevistado: Laís Bodanzky

Laís Bodanzky é formada em cinema e estreou na direção em 1994 com o curta-metragem “Cartão Vermelho”. Em 2000 cumpriu a promessa que havia feito aos 26 anos – lançar seu primeiro longa-metragem ao completar três décadas de vida – e dirigiu o premiadíssimo longa “Bicho de Sete Cabeças”.

Junto com seu marido Luiz Bolognesi, também é responsável pelo projeto Cine Tela Brasil: uma sala de cinema itinerante com estrutura de primeiro mundo que já circulou por 98 municípios dos estados de São Paulo, do Rio de Janeiro e Paraná, onde já foram apresentandos filmes nacionais infantis e para adultos para mais de 230 mil espectadores que de outra forma não teriam acesso às salas de cinema.

Em 2007, idealizou as Oficinas de Vídeo Tela Brasil, que têm como objetivo oferecer ferramentas de criação e expressão através do audiovisual às comunidades de baixa renda.

- Bicho de Sete Cabeças

- Cine Mambembe

- A guerra dos Paulistas

- Chega de Saudades

Entrevista na íntegra:

.: Programas :.


036 – Laerte

035 – Mano Reco

034 – Edvaldo Santana

033 – Kendi Sakamoto

032 – Prof. Pablo

031 – Marcelino Freire

030 – Juca Kfouri

029 – Afro X

028 – Hamilton Tadeu

027 – Paulo Lins

026 – Sergio Vaz

025 – Antonio Nóbrega

024 – Albertina Duarte

023 – Moysés

022 – Caco Galhardo

021 – André Pirovani

020 – Contardo Calligaris

019 – Cazé Peçanha

018 – Ugo Giorgetti

017 – Remix

016 – Eduardo

015 – Glauco Mattoso

014 – Beto Brant

013 – Alzira E

012 – Xico Sá

011 – Laís Bodanzky

010 – Arnaldo Antunes

009 – DJ Hum

008 – Clemente

007 – Pedro A. Sanches

006 – Negra Li

005 – Fernando Bonassi

004 – Hugo Possolo

003 – Tia Dag

002 – Lourenço Mutarelli

001 – Chico César