036 – Laerte

Programa: 036

Exibido em: 12 de dezembro de 2009

Entrevistado: Laerte Coutinho

Um dos principais quadrinistas brasileiros, estudou comunicações e música na Universidade de São Paulo, porém não se formou nestes cursos.

Começou profissionalmente desenhando o personagem Leão para a revista Sibila em 1970. Durante a década de 70 ele ainda fundou, junto com Luiz Gê a revista Balão e trabalhou nas revistas Banas e Placar. Em 1974 faz seu primeiro trabalho para um jornal, a Gazeta Mercantil.

No mesmo ano começou a produzir material de campanha para o MDB durante as eleições. No ano seguinte trabalhou na produção de cartões de solidariedade no movimento de auxílio aos presos políticos. Em 1978 desenhou histórias do personagem João Ferrador para a publicação do sindicato dos metalúrgicos de São Bernardo do Campo.

No fim da década de 80 publicou tiras e histórias em quadrinhos nas revistas Chiclete com Banana (editada por Angeli), Geraldão (editada por Glauco) e Circo, todas da Editora Circo, que mais tarde lançaria sua própria revista (Piratas do Tietê).

Em 1991 a Folha de São Paulo começou a publicar as tiras de Piratas do Tietê. Seus personagens mais conhecidos são Overman, Deus, Piratas do Tietê, Hugo, Gato e Gata e Suriá.

Suas tiras, que são publicadas até hoje, passaram por uma interessante transformação nos últimos anos: Laerte deixa de criar personagens  e passa a desenhar quadrinhos mais “conceitual” e reflexivos.

Em conjunto com Angeli e Glauco (e mais tarde Adão Iturrusgarai) desenhou as tiras de Los Três Amigos.

Laerte também atuou como roteirista, tendo colaborado em diversos programas da Globo como TV Pirata, Sai de Baixo, Fantástico e  TV Colosso.

Participação: Ana Paula Risos

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  • Piratas do Tietê – A Saga Completa – Livros 1, 2 e 3
  • Overman
  • Histórias Repentinas
  • Classificados Vol.1
  • Classificados Vol.2
  • Suriá – A Garota do Circo
  • Suriá – Contra o Dono do Circo
  • Classificados Vol.3
  • Gatos – Bigodes ao Léu
  • Deus
  • Deus 2
  • Deus 3 – A Missão

Entrevista na íntegra:

035 – Mano Reco

Programa: 035

Exibido em: 28 de novembro de 2009

Entrevistado: Mano Reco

Nascido Denison Vertelo, Mano Reco é rapper e já foi membro do Detentos do Rap.

Conheceu o grupo por meio de uma amiga que visitava o Carandiru e chegou a gravar 7 fonogramas, sendo o mais famoso “Quebrando as algemas do preconceito”.

Em 2005, Reco fez um curso de Teologia, para escrever coisas novas para os Detentos do Rap e em 2006 a partir daí converteu-se e passou a seguir carreira solo, como rapper gospel.

Antes de ser conhecido pelo seu trabalho, atuou como DJ e vocal.

Participação: Gilmar “Casulo”

Detentos do RAP

1997 – “Apologia ao crime”

2000 –  ”O pesadelo continua

2002 –  ”Quebrando as algemas do preconceito”,

2003 – CD Dententos do Rap ao vivo

2004 – “Amor só de mãe o resto puro ódio”.

Carreira Solo

2007 – “A verdade dói mas liberta”

2009 – DVD duplo “Cada luz uma história”.

Entrevista na íntegra:

034 – Edvaldo Santana

Programa: 034

Exibido em: 14 de novembro de 2009

Entrevistado: Edvaldo Santana

Nascido e criado em São Miguel Paulista, periferia de São Paulo, Edvaldo Santana  tocou seus primeiros acordes no velho violão do pai, no final da década de 60. Já naquela época tinha um vasto leque de  influências como Jackson do Pandeiro,  Torquato Neto e Hendrix.

A partir daí, Edvaldo participa de vários festivais estudantis e cria seu primeiro grupo, o Caaxió.  Em meados da década de 70, o grupo consegue um contrato com a gravadora Top-Tap que impõe a condição de substituírem o nome do grupo que passa a chamar-se Matéria Prima.

Um ano antes da gravação do primeiro disco do Matéria Prima, Edvaldo conhece Tom Zé que os convida para acompanhá-lo em alguns shows. O músico destaca esta fase de convivência com Tom Zé como muito importante para sua formação.

Com o fim da banda em 1986, sai em carreira solo e  desde então vem realizando parcerias com artistas como Ademir Assunção, Haroldo de Campos e Arnaldo Antunes, Osvaldinho do Acordeon, Fernando Deluque, Bocato dentre outros.

Participação: Márcio Batista

* Carreira Solo

200 6 – Reserva de Alegria

2004 – Amor de Periferia

2000 – Edvaldo Santana

1995 – Tá Assustado?

1993 – Lobo Solitário

* Matéria-Prima

1982 – Matéria Prima

1978 – Entranhas do Horizonte

1976 – Matéria Prima

Entrevista na íntegra:

Música Inédita: “O Amor é de graça”

033 – Kendi Sakamoto

Programa: 033

Exibido em: 31 de outubro de 2009

Entrevistado: Kendi Sakamoto

Nascido em Monte Alto, interior de São Paulo é um dos maiores colecionadores de gibi do Brasil.

Tomou gosto pela coisa aos 4 anos de idade, vendo seu mais velho trocava gibis com os amigos. Embora não soubesse ler ficava maravilhado com os detalhes bem feitos de Wall Disney.

Quando mudou-se do interior para São Paulo, teve a chance de conhecer obras produzidas desde a década de 1930. A partir daí, não parou mais de aprender e procurar historias em quadrinhos. Seus gostos pessoais são: Tarzan, Reis dos faroeste, Disney, Gene Autry, Antar, Fantasma, Manarake, Cavaleiro Negro, Flecha ligeira, Edição maravilhosa e Cinemim entre outros.

Entrevista na íntegra:

032 – Prof. Pablo

Programa: 032

Exibido em: 17 de outubro de 2009

Entrevistado: Prof. Pablo

Rapper, professor de física e mestrando em Energia Nuclear, atualmente está  produzindo do seu terceiro disco, onde pretende mostrar toda a sua evolução com rapper e com pessoa.

Começou a divulgar seu trabalho em 2002, quando lançou seu primeiro disco pelo selo 7 Taças. O álbum lhe rendeu a indicação o Melhor Álbum de Rap do Ano no Prêmio Hutus.

Em 2003 foi novamente um dos indicados na mesma premiação, desta vez na categoria Personalidade do Ano. Ainda nesse ano, dentro do Prêmio Hutus, se apresentou ao lado de grandes nomes do Rap brasileiro, como MV Bill e Racionais MCs e também ao lado do grupo mais polêmico e contestador da história do Rap mundial, o Public Enemy.

Participação:

  • 2002 – Estratégia
  • 2007 – Blequisploiteixion
  • 2009 – SambaLoko

Entrevista na íntegra:

031 – Marcelino Freire

Programa: 031

Exibido em: 03 de outubro de 2009

Entrevistado: Marcelino Freire

Nascido na cidade de Sertânia, alto sertão de Pernambuco, Marcelino Freire é escritor, criador e curador de vários eventos literários e blogueiro convicto.

Alguns de seus contos foram adaptados para teatro, TV e para o cinema. Além disso, foram publicados em revistas e jornais no México, França, Estados Unidos e Itália.

Editou, ao lado de Nelson de Oliveira, a revista de prosa “PS:SP”, lançada, em número único, no ano de 2003 e participou de antologias nacionais como “Geração 90 – Manuscritos de Computador” (2001) e “Os Transgressores” (2003) e antologias internacionais, como a “Putas”, lançada em Portugal (2002) e “Terriblemente Felices”, lançada na Argentina (2007).

Em 2004, idealizou e organizou a antologia “Os Cem Menores Contos Brasileiros do Século”, reunindo 100 autores, como Dalton Trevisan, Millôr Fernandes, Marçal Aquino, Raimundo Carrero, João Gilberto Noll, em microcontos inéditos de até 50 letras. Ainda em 2004, foi responsável pela “Série Paralelepípedos”, em que autores de cada uma das 27 capitais brasileiras apresentam, para o público infantil e adolescente, a cidade em que nasceram ou onde vivem.

Em 2006 ganhou o prêmio Jabuti de Literatura pela obra “Contos Negreiros.”

Participação: Elizandra Souza

  • 2000 – Angu de Sangue
  • 1998 – 2002 – eraOdito
  • 2003 – BaléRalé
  • 2005 – Contos Negreiros
  • 2008 – RASIF – Mar que arrebenta

HOMO ERECTUS

Sabe o Homem que encontraram no gelo? Encontraram no gelo da Prússia? Enrolado? Os arqueólogos encontraram no gelo gelado da Prússia? Perto das colinas calcáreas da Prússia? O Homem feito um feto gelado, com sua vara de pesca? Sabe o Homem que encontraram? Com seu machado de pedra? O Homem que tinha cabeleira intacta? A arcada dentária? O Homem meio macaco? Funerário? Fossilizado na encosta que o engoliu? No tempo perdido? Você viu? Tetravô dos mamíferos do Brasil? O Homem vestígio? O Homem engolido pela terra primitiva? Da Era Quaternária, não sei? Secundária? Que caçava avestruz sem plumas? Caçava o cervo turfeiras? Javali e mastedonte? Ia aos mares fisgar celacanto? Rinoceronte? Sabe deste Homem? Irmão do Homem de Piltdown? Primo do Homem de Neandertal? Do velho Cro-Magnon? Do Homem de Mauer? Dos Incas, até? Dos Filhos do Sol? Das tribos da Guiné? O Homem de 100 mil anos antes de nossa era? Ou mais? Um milhão de eras? Homem com mandíbula de chimpanzé? Parecido o mais terrível dos répteis carnívoros do Cretáceo? Um mistério maior que este mistério? Navegador de jacaré? Não sabe? Homem desenterrado por acaso? Pelos viajantes, por acaso? Pela Paleontologia, não sabe? Visto nas costelas frias da Prússia, repito? Prússia renana, vá saber lá o que é isso? O Homem ressuscitado, você viu na TV? De ossos miúdos? Esmiuçados? Abertos para estudo? À visitação nos museus americanos? Como uma múmia sem roupa? Quase? Flagrada como se estivesse dormindo nas profundezas do mundo oceânico? O Homem embrionário? Das origens cavernosas da Humanidade? Sabe este Homem, não sabe? Pintado nas cavernas da Dordonha? Mesolítico? Nômade? Perdido? Este Homem dava o cu para outros homens. E ninguém, até então, tinha nada a ver com isso.

(Extraído da obra “BaléRalé”)

Entrevista na íntegra:

030 – Juca Kfouri

Programa: 030

Exibido em: 19 de setembro de 2009

Entrevistado: Juca Kfouri

Um dos principais membros do jornalismo esportivo no Brasil, Juca é formado em ciências sociais.

Ficou conhecido ao organizar, em 1982, uma matéria que denunciava a chamada “Máfia da Loteria Esportiva”, na qual jogadores eram comprados por apostadores, a fim de garantir que os resultados dos jogos da loteria seriam aqueles em que haviam apostado, o que lhe garantiu diversas ameaças por telefonemas anônimos.

Passou por grandes veículos impressos como Playboy, Placar e Lance! e emissoras como Globo, TV Cultura, Record e SBT.

O trabalho de Juca na revista Placar priorizou o viés investigativo no esporte, coisa que havia sido feita por poucas vezes na história da imprensa esportiva brasileira.

Atualmente trabalha na ESPN Brasil, CBN e Folha de São Paulo.

Participação:

  • 1982 – A Emoção Corinthians
  • 1996 – Corinthians, Paixão e Glória
  • 2003 – Meninos, Eu Vi…
  • 2005 – O Passe e o Gol
  • 2009 – Por que não desisto – Futebol, Poder e Política

Deixem Jesus em paz

Está ficando a cada dia mais insuportável o proselitismo religioso que invadiu o futebol brasileiro

MEU PAI , na primeira vez em que me ouviu dizer que eu era ateu, me disse para mudar o discurso e dizer que eu era agnóstico: “Você não tem cultura para se dizer ateu”, sentenciou.

Confesso que fiquei meio sem entender.

Até que, nem faz muito tempo, pude ler “Em que Creem os que Não Creem”, uma troca de cartas entre Umberto Eco e o cardeal Martini, de Milão, livro editado no Brasil pela editora Record.

De fato, o velho tinha razão, motivo pelo qual, ele mesmo, incomparavelmente mais culto, se dissesse agnóstico, embora fosse ateu.

Pois o embate entre Eco e Martini, principalmente pelos argumentos do brilhante cardeal milanês, não é coisa para qualquer um, tamanha a profundidade filosófica e teológica do religioso.

Dele entendi, se tanto, uns 10%. E olhe lá.

Eco, não menos brilhante, é mais fácil de entender em seu ateísmo.

Até então, me bastava com o pensador marxista, também italiano, Antonio Gramsci, que evoluiu da clássica visão que tratava a religião como ópio do povo para vê-la inclusive com características revolucionárias, razão pela qual pregava a tolerância, a compreensão, principalmente com o catolicismo.

E negar o papel de resistência e de vanguarda de setores religiosos durante a ditadura brasileira equivaleria a um crime de falso testemunho, o que me levou, à época, a andar próximo da Igreja, sem deixar de fazer pequenas provocações, com todo respeito.

Respeito que preservo, apesar de, e com o perdão por tamanha digressão, me pareça pecado usar o nome em vão de quem nada tem a ver com futebol, coisa que, se bem me lembro de minhas aulas de catecismo, está no segundo mandamento das leis de Deus.

E como o santo nome anda sendo usado em vão por jogadores da seleção brasileira, de Kaká ao capitão Lúcio, passando por pretendentes a ela, como o goleiro Fábio, do Cruzeiro, e chegando aos apenas chatos, como Roberto Brum.

Ninguém, rigorosamente ninguém, mesmo que seja evangélico, protestante, católico, muçulmano, judeu, budista ou o que for, deveria fazer merchan religioso em jogos de futebol nem usar camisetas de propaganda demagógicas e até em inglês, além de repetir ameaças sobre o fogo eterno e baboseiras semelhantes.

Como as da enlouquecida pastora casada com Kaká, uma mocinha fanática, fundamentalista ou esperta demais para tentar nos convencer que foi Deus quem pôs dinheiro no Real Madrid para contratar seu jovem marido em plena crise mundial.

Ora, há limites para tudo.

É um tal de jogador comemorar gol olhando e apontando para o céu como se tivesse alguém lá em cima responsável pela façanha, um despropósito, por exemplo, com os goleiros evangélicos, que deveriam olhar também para o alto e fazer um gesto obsceno a cada gol que levassem de seus irmãos…

Ora bolas!

Que cada um faça o que bem entender de suas crenças nos locais apropriados para tal, mas não queiram impingi-las nossas goelas abaixo, porque fazê-lo é uma invasão inadmissível e irritante.

Não é mesmo à toa que Deus prefere os ateus…

Texto publicado na Folha de São Paulo em 30/07/2009

Entrevista na íntegra:

(pedimos desculpas pela qualidade do áudio. infelizmente tivemos problemas na captação)

019 – Cazé Peçanha

Programa: 019

Exibido em: 11 de abril de 2009

Entrevistado: Cazé Peçanha

É apresentador da MTV Brasil. Chegou à emissora em 1993, através do concurso “MTV Pega Pra Criar”. Apresentou programas como “Soneca”, “Teleguiado” “Casal Neura”.

Em 2001, passou pela Globo, apresentando o programa “Sociedade Anônima”

Antes de ser apresentador como apresentador foi redator de agência de publicidade, agente de check-in da PanAm, professor de inglês, ajudante de garçom nos EUA e camelô em Hong Kong e num hospital psiquiátrico onde levava poetas para realizarem recitais para os internos.

Cazé também comanda a Gafanhoto, que além de ser uma rede social onde as pessoas divulgam, discutem e analisam o que acham de mais legal na internet é um espaço cultural onde são realizados cursos e apresentações.

Entrevista na íntegra:

.: Programas :.


036 – Laerte

035 – Mano Reco

034 – Edvaldo Santana

033 – Kendi Sakamoto

032 – Prof. Pablo

031 – Marcelino Freire

030 – Juca Kfouri

029 – Afro X

028 – Hamilton Tadeu

027 – Paulo Lins

026 – Sergio Vaz

025 – Antonio Nóbrega

024 – Albertina Duarte

023 – Moysés

022 – Caco Galhardo

021 – André Pirovani

020 – Contardo Calligaris

019 – Cazé Peçanha

018 – Ugo Giorgetti

017 – Remix

016 – Eduardo

015 – Glauco Mattoso

014 – Beto Brant

013 – Alzira E

012 – Xico Sá

011 – Laís Bodanzky

010 – Arnaldo Antunes

009 – DJ Hum

008 – Clemente

007 – Pedro A. Sanches

006 – Negra Li

005 – Fernando Bonassi

004 – Hugo Possolo

003 – Tia Dag

002 – Lourenço Mutarelli

001 – Chico César