036 – Laerte

Programa: 036

Exibido em: 12 de dezembro de 2009

Entrevistado: Laerte Coutinho

Um dos principais quadrinistas brasileiros, estudou comunicações e música na Universidade de São Paulo, porém não se formou nestes cursos.

Começou profissionalmente desenhando o personagem Leão para a revista Sibila em 1970. Durante a década de 70 ele ainda fundou, junto com Luiz Gê a revista Balão e trabalhou nas revistas Banas e Placar. Em 1974 faz seu primeiro trabalho para um jornal, a Gazeta Mercantil.

No mesmo ano começou a produzir material de campanha para o MDB durante as eleições. No ano seguinte trabalhou na produção de cartões de solidariedade no movimento de auxílio aos presos políticos. Em 1978 desenhou histórias do personagem João Ferrador para a publicação do sindicato dos metalúrgicos de São Bernardo do Campo.

No fim da década de 80 publicou tiras e histórias em quadrinhos nas revistas Chiclete com Banana (editada por Angeli), Geraldão (editada por Glauco) e Circo, todas da Editora Circo, que mais tarde lançaria sua própria revista (Piratas do Tietê).

Em 1991 a Folha de São Paulo começou a publicar as tiras de Piratas do Tietê. Seus personagens mais conhecidos são Overman, Deus, Piratas do Tietê, Hugo, Gato e Gata e Suriá.

Suas tiras, que são publicadas até hoje, passaram por uma interessante transformação nos últimos anos: Laerte deixa de criar personagens  e passa a desenhar quadrinhos mais “conceitual” e reflexivos.

Em conjunto com Angeli e Glauco (e mais tarde Adão Iturrusgarai) desenhou as tiras de Los Três Amigos.

Laerte também atuou como roteirista, tendo colaborado em diversos programas da Globo como TV Pirata, Sai de Baixo, Fantástico e  TV Colosso.

Participação: Ana Paula Risos

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  • Piratas do Tietê – A Saga Completa – Livros 1, 2 e 3
  • Overman
  • Histórias Repentinas
  • Classificados Vol.1
  • Classificados Vol.2
  • Suriá – A Garota do Circo
  • Suriá – Contra o Dono do Circo
  • Classificados Vol.3
  • Gatos – Bigodes ao Léu
  • Deus
  • Deus 2
  • Deus 3 – A Missão

Entrevista na íntegra:

035 – Mano Reco

Programa: 035

Exibido em: 28 de novembro de 2009

Entrevistado: Mano Reco

Nascido Denison Vertelo, Mano Reco é rapper e já foi membro do Detentos do Rap.

Conheceu o grupo por meio de uma amiga que visitava o Carandiru e chegou a gravar 7 fonogramas, sendo o mais famoso “Quebrando as algemas do preconceito”.

Em 2005, Reco fez um curso de Teologia, para escrever coisas novas para os Detentos do Rap e em 2006 a partir daí converteu-se e passou a seguir carreira solo, como rapper gospel.

Antes de ser conhecido pelo seu trabalho, atuou como DJ e vocal.

Participação: Gilmar “Casulo”

Detentos do RAP

1997 – “Apologia ao crime”

2000 –  ”O pesadelo continua

2002 –  ”Quebrando as algemas do preconceito”,

2003 – CD Dententos do Rap ao vivo

2004 – “Amor só de mãe o resto puro ódio”.

Carreira Solo

2007 – “A verdade dói mas liberta”

2009 – DVD duplo “Cada luz uma história”.

Entrevista na íntegra:

034 – Edvaldo Santana

Programa: 034

Exibido em: 14 de novembro de 2009

Entrevistado: Edvaldo Santana

Nascido e criado em São Miguel Paulista, periferia de São Paulo, Edvaldo Santana  tocou seus primeiros acordes no velho violão do pai, no final da década de 60. Já naquela época tinha um vasto leque de  influências como Jackson do Pandeiro,  Torquato Neto e Hendrix.

A partir daí, Edvaldo participa de vários festivais estudantis e cria seu primeiro grupo, o Caaxió.  Em meados da década de 70, o grupo consegue um contrato com a gravadora Top-Tap que impõe a condição de substituírem o nome do grupo que passa a chamar-se Matéria Prima.

Um ano antes da gravação do primeiro disco do Matéria Prima, Edvaldo conhece Tom Zé que os convida para acompanhá-lo em alguns shows. O músico destaca esta fase de convivência com Tom Zé como muito importante para sua formação.

Com o fim da banda em 1986, sai em carreira solo e  desde então vem realizando parcerias com artistas como Ademir Assunção, Haroldo de Campos e Arnaldo Antunes, Osvaldinho do Acordeon, Fernando Deluque, Bocato dentre outros.

Participação: Márcio Batista

* Carreira Solo

200 6 – Reserva de Alegria

2004 – Amor de Periferia

2000 – Edvaldo Santana

1995 – Tá Assustado?

1993 – Lobo Solitário

* Matéria-Prima

1982 – Matéria Prima

1978 – Entranhas do Horizonte

1976 – Matéria Prima

Entrevista na íntegra:

Música Inédita: “O Amor é de graça”

033 – Kendi Sakamoto

Programa: 033

Exibido em: 31 de outubro de 2009

Entrevistado: Kendi Sakamoto

Nascido em Monte Alto, interior de São Paulo é um dos maiores colecionadores de gibi do Brasil.

Tomou gosto pela coisa aos 4 anos de idade, vendo seu mais velho trocava gibis com os amigos. Embora não soubesse ler ficava maravilhado com os detalhes bem feitos de Wall Disney.

Quando mudou-se do interior para São Paulo, teve a chance de conhecer obras produzidas desde a década de 1930. A partir daí, não parou mais de aprender e procurar historias em quadrinhos. Seus gostos pessoais são: Tarzan, Reis dos faroeste, Disney, Gene Autry, Antar, Fantasma, Manarake, Cavaleiro Negro, Flecha ligeira, Edição maravilhosa e Cinemim entre outros.

Entrevista na íntegra:

029 – Afro X

Programa: 029

Exibido em: 05 de setembro de 2009

Entrevistado: Afro-X

Afro X ou Cristian de Souza Augusto, nasceu no ABC paulista e cresceu nas rodas de samba e de pagodes de mesa. Na década de 80, começou a freqüentas bailes onde conheceu a black-music. Mas a sua formação sofreu uma reviravolta quando um amigo lhe deu um vinil do Public Enemy. Esse álbum foi o que o inspirou a montar, em 1989, seu primeiro trabalho ligado ao rap: Os Suburbanos, com quem atuava ao lado do irmão Bad, hoje vocalista dos grupos Di Função e Tribunal Popular.

Passou sete anos no Complexo Penitenciário do Carandiru, hoje desativado, por assalto a mão armada. Lá, juntamente com o parceiro Dexter criou 509-E. O nome do grupo, representa o número da cela onde eles residiam.

O grupo tornou-se um dos ícones do cenário nacional. Em 2000 ganhou o prêmio Hutuz de grupo revelação pelo trabalho musical e o prêmio da TV Gazeta por videoclipe do ano, com a música de AFRO-X Só os Fortes.

Em 2005, Afro-X partiu para sua carreira solo e lançou o videoclipe da música “O Regenerado”, que retratava alguns momentos vividos pelo rapper no Carandiru.

Lançou em 2009 o livro “Ex-157, a História que a mídia desconhece”, uma autobiografia, que mostra como o cantor entrou e saiu da vida do crime.

Participação: Ana Paula Risos

2009 – EX-157, a história que a mídia desconhece

Entrevista na íntegra:

028 – Hamilton Tadeu

Programa: 028

Exibido em: 22 de agosto de 2009

Entrevistado: Hamilton Tadeu

Hamilton é  editor do NFL Zine, um  fanzine que existe há 18 anos e que traz entrevistas com bandas do cenário de heavy metal e rock nacionail, autores de HQ e informações sobre músicas, bandas, cinemas, seriados,  além de um espaço dedicado à ficção científica.

Ele também escreve, desenha e colore o HQ NFL Comics, que mistura quadrinhos com heavy-metal e traz histórias em que os personagens são todos músicos reais como King Diamond e as bandas Krisiun, Voivod e Torture Squad, caracterizados como guerreiros ou heróis.

Apesar de gostar de Star Trek, HQs e coisas do gênero, não se considera nerd e não entende essa distinção entre nerds e geeks.

Já estudou História da Arte no Liceu de Artes e Ofícios e fez 3 cursos de astronomia.

Participação: Gilmar “Casulo”

Entrevista na íntegra:

027 – Paulo Lins

Programa: 027

Exibido em: 01 de agosto de 2009

Entrevistado: Paulo Lins

Carioca, Paulo nasceu em 1958. Nos anos 80, integrou o grupo Cooperativa de Poetas. Morador da Cidade de Deus, na periferia da cidade do Rio de Janeiro, dedicou-se ao magistério e à pesquisa antropológica sobre a criminalidade e as classes populares antes de escrever o livro que tornaria seu nome conhecido mundialmente. Em 1995, foi contemplado com a Bolsa Vitae de Literatura. Lins acompanhou o nascimento e a ascensão do tráfico de drogas na Cidade de Deus, conjunto habitacional para onde vítimas de uma enchente no Centro do Rio foram removidas nos anos 60. Ele não chegou a conviver intimamente com os bandidos, mas os via atuar de sua janela. Seu livro, “CIdade de Deus”, serviu de base para o filme homônimo dirigido por Fernando Meirelles e foi saudado como uma das maiores obras da literatura nacional.

Paulo Lins é também um dos roteiristas mais solicitados pelo cinema e pela TV.

Participação:

Márcio Batista

Livros:

1986 – Sobre o Sol

1997 – Cidade de Deus

Roteiros:

2003  – Cidade dos homens (série TV Globo)

2004 – Quase dois irmãos

2007 – Maré, nossa história de amor

Entrevista na íntegra:

025 – Antonio Nóbrega

Programa: 025

Exibido em: 04 de julho de 2009

Entrevistado: Antonio Nóbrega

Multi-instrumentista (toca bateria, rabeca, violão, violino, dentre outros), compositor, cantor e dançarino, Nóbrega começou sua carreira tocando em orquestras no Recife, e integrou o Quinteto Armorial na década de 1970.

Seu trabalho une a arte popular com a sofisticação e tem como marcas registradas a multiplicidade de ritmos e estilos, o forte tom lúdico da encenação e as marcantes performances de dança.

Nóbrega também é um pesquisador da cultura popular brasileira na forma de músicas e danças.

Trabalhos mais recentes:

1998 – “Pernambuco falando para o Mundo”

1999 – “Pernambouc” – (Festival D’Avignon – França)

2000 – “o Marco do Meio Dia”,

2002 – “Lunário Perpétuo”

2006 – Nove de Frevereiro I

2007 – Nove de Frevereiro II

Entrevista na íntegra:

024 – Albertina Duarte

Programa: 024

Exibido em: 20 de junho de 2009

Entrevistado: Albertina Duarte

Portuguesa de Leiria, é formada pela PUC-SP, com mestrado e doutorado em ginecologia pela Universidadede São Paulo e, há mais de 20 anos, coordena o Programa de Saúde do Adolescente da Secretaria Estadual da Saúde do Estado de São Paulo.

Com 35 anos de profissão, ela sai freqüentemente de madrugada de seu consultório e costuma atender pacientes até as duas da manhã.

Em 2005 foi eleita como uma das mil mulheres que concorreram ao Prêmio Nobel da Paz coletivo.

1991 – O prazer de ser mulher.

2004 – O gosto de ser mulher – sexo, gravidez, prazer e bem estar em todas as idades.

2005 – Gravidez na adolescência: Ai, como sofri por te amar.

2006 – O que as mulheres não dizem aos homens.

Entrevista na íntegra:

022 – Caco Galhardo

Programa: 022

Exibido em: 23 de maio de 2009

Entrevistado: Caco Galhardo

Caco nasceu em São Paulo e começou sua carreira na década de 1980, publicando em fanzines.

De 1993 a 1997, trabalhou na MTV como redator onde foi idealizador das campanhas de cidadania, prevenção à AIDS e contra a violência. Na televisão também já escreveu para o programa Casseta e Planeta Urgente.

Cartunista de tiras como “Os pescoçudos”, publica seu trabalho no jornal Folha de S.Paulo, desde 1997. Colabora regularmente com várias revistas nacionais e internacionais. Também já fez fez ilustração, animação e roteiros para vídeos/documentários, e animações para Unicef, Nickelodeon e Festival Videobrasil.

2001 – Diga-me com que carro andas e te direi quem és!

2004 – You have been disconnected!: um livro de tira dos pescoçudos

2004 – O Banquete

2005 – Dom Quixote em quadrinhos

2007 – Cresh!

2008 – Bilo (livro infantil)

Julio e Gina

Série Gostosonas

Guia Não oficial do SPFW

Entrevista na íntegra:

021 – André Pirovani

Programa: 021

Exibido em: 09 de maio de 2009

Entrevistado: André Pirovani

Cidadão, que não leva a alcunha de famoso. Capixaba, veio para São Paulo na adolescência em busca de trabalho. Trabalha em uma gráfica e, dono de uma língua ferina, não mede as palavras para falar de religião, migração e discriminação social.

Participação: Sérgio Vaz

Entrevista na íntegra:

018 – Ugo Giorgetti

Programa: 018

Exibido em: 28 de março de 2009

Entrevistado: Ugo Giogetti

Ugo Giorgetti é cineasta. Grande parte de seus filmes se passam na cidade de São Paulo e, embora mostrem uma leve ironia e bom humor, em geral, todos buscam explorar de alguma forma a questão da transformação de São Paulo e do Brasil.

Ugo também publica, sempre aos domingos, uma coluna sobre futebol no Jornal O Estado de São Paulo .

Participação: Mavotsirc

2006 – Boleiros 2 – vencedores e vencidos

2002 – O príncipe

1998 – Boleiros – era uma vez o futebol

1995 – Sábado

1989 – Festa

1986 – Quebrando a cara

1985 – Jogo duro

Entrevista na íntegra:

014 – Beto Brant

Programa: 014

Exibido em: 12 de novembro de 2008

Entrevistado: Beto Brant

Diretor de cinema, graduado pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP). Começou sua carreira dirigindo videoclipes como Nem sempre se pode ser Deus, Taxidermia, Será que é isso que eu necessito?, da banda Titãs.

Depois, dirigiu curtas-metragens como Dov’e Meneghetti? e Jô, seu primeiro trabalho premiado. Na sua lista longas estão Os matadores, Ação entre amigos e O invasor.

Uma das características do trabalho de Beto Brant é realizar filmes que começam e terminam com reticências, mas que não se tratam de obras abertas.

Participação: Maurício DTS

* 2007 – Cão sem dono

* 2005 – Crime delicado

* 2001 – O Invasor

* 1998 – Ação entre amigos

* 1997 – Os matadores

* 1993 – Jó (curta-metragem)

* 1989 – Dov’e Meneghetti? (curta-metragem)

*1987 – Aurora (curta-metragem)

Entrevista na íntegra:

013 – Alzira E

Programa: 013

Exibido em: 29 de outubro de 2008

Entrevistado: Alzira E

Cantora e compositora, destaca-se como uma das principais compositoras na produção musical brasileira contemporânea. Com muitas músicas gravadas, algumas por intérpretes de renome como, Ney Matogrosso, Zélia Duncan, Itamar Assumpção, Tetê Espíndola, André Abujamra, Vange Miliett, Jerry Espíndola, Ceumar, Maria Alcina, Dona Zica entre outros. Em São Paulo desde 1985, vivendo a influencia do momento da vanguarda paulistana tornando-se parceira de um de seus principais nomes, Itamar Assumpção e com ele uma grande parte da sua produção musical nos anos 90.

Com vinte e três anos de carreira solo, fora do circuito das grandes gravadoras, Alzira E lançou sete álbuns: “Alzira Espíndola”(86); “AMME”(92), produzido por Itamar Assumpção; “PEÇAMME”(97); “Anahí”(98) gravado ao vivo, em dueto com Tetê Espíndola; “Ninguém Pode Calar”(2000), em homenagem a cantora e compositora Maysa; “PARALELAS” (Ducan Discos-2005), que reúne exclusivamente parcerias com Alice Ruiz, onde há um encontro entre a música de Alzira e a poesia dita pela própria Alice; e o CD “Alzira E” (2007-Duncan Discos), fruto de um encontro de grande produção, com o poeta paulistano arrudA, que com ela assina as 13 faixas do CD. Cultura.

Participação: arrudA

Entrevista na íntegra:

009 – DJ Hum

Programa: 009

Exibido em: 03 de setembro de 2008

Entrevistado: DJ Hum

Dj Hum, nome artístico de Humberto Martins é rapper e produtor musical. Começou sua carreira em 1985 e é considerado por muitos como um dos pioneiros do rap no Brasil, juntamente com seu antigo parceiro Thaíde. Ele também é fundador do grupo de rap “Matirô”, junto com o rapper Lino Crizz, que em 2005 gravou a música “Senhorita” e que se tornou um grande sucesso no país.

Participação: Carlinhos Periferia

Entrevista na íntegra:

Entrevista: DJ Hum, um dos donos da “Senhorita”

Ele se chama Humberto Martins, so que também é conhecido por HUM. No início dos anos 80, ainda menino, só tinha uma opção de entretenimento na periferia de São Paulo, onde cresceu: as matinês da Zona Leste.

De tanto ir nesses “bailinhos”, começou a se interessar por música, juntou amigos e ganhou muitos discos de black music do seu tio, como do pai do soul James Brown. Os presentes do seu familiar foram os primeiros passos para a discotecagem. Hoje, sua coleção (foto) conta com inúmeros vinis – mídia que o artista prefere trabalhar

Conheceu outro apreciador da cultura hip hop, o rapper Thaíde, que juntos deram o pontapé incial do rap com sotaque brasileiro.

A dupla gravou 9 discos, em 17 anos de carreira, que terminou em 2001. De lá pra cá, cada um seguiu seus projetos pessoais. Hum criou o selo “Humbatuque”, compôs bases, conheceu o rapper Cabal e o cantor de soul Lino Crizz.

O final feliz dessas duas novas amizades foi o hit “Senhorita”, responsável pela criação do grupo Motirô.

Entre um compromisso e outro — antes de falar com o !Oba Oba, o DJ conversava com a equipe da Rádio 105 FM — emissora que realiza um programa aos sábados.

Após as interrupções no decorrer da conversa, confira o relato de quem fez e faz parte da introdução da cultura de rua no Brasil.

!ObaOba: Você e o rapper Thaíde foram os primeiros a fazer rap por aqui, como isso começou?
DJ Hum:Conheci o Thaíde (foto) nos anos 80, lá na Archote – casa que ficava em Moema (SP) e era bem popular na época. A dupla surgiu em 1986, quando nos apresentamos no antigo espaço Mambembe. O Escova, Dudu Maroti e Nasi (do Ira!) iam lá. Pode-se dizer que esses três foram os primeiros apoiadores do movimento hip hop nacional. Depois fomos para a São Bento e foi lá que começamos a ouvir aquele funk falado, só descobrindo mais tarde que era o rap. A região era legal, porque tinha uma pista lisa e ficava na região central de São Paulo.

!ObaOba: Quem freqüentava a São Bento na época?
DJ Hum: Eram umas 20 pessoas, entre músicos, dançarinos e curiosos da black music, que iam lá sábados. Nomes como Sampa Crew, Marcelinho Back Spin e Street Warriors. Nunca imaginei que isso fosse chamar a atenção de jornalistas, produtores e músicos de outros estilos. Quem também aparecia por lá era a polícia. Tivemos muito material apreendido, pois para os policiais éramos considerados vândalos.

!ObaOba: Mudando de gênero musical e indo ao movimento punk, pode-se falar que ele influenciou o hip hop brasileiro?
DJ Hum: Sim. Tem tudo a ver. Quando chegamos, na estação São Bento, eram os punks que freqüentavam o local, eles estavam saindo de lá e nos mostraram muita coisa, inclusive a banda The Clash. Isso influenciou o rap e todo o movimento hip hop.

!ObaOba: Por vivermos em um país multicultural, o rap também já foi misturado ao samba, rock e até o chorinho. Você acha que algum ritmo não combinaria com esse estilo?
DJ Hum: Acho que o rap combina com todos os estilos e pode ser misturado com eles. Ele é um dos elementos do hip hop, que também tem o DJ, o MC, os grafites e o break.

!ObaOba: O Rio de Janeiro é a capital do funk, São Paulo seria então a capital do hip hop?
DJ Hum: Sim. O hip hop começou aqui em São Paulo, nas agitações da São Bento (estação de metrô). Foram lá as primeiras oficinas desta cultura de rua.

!ObaOba: Além do rap, o que você ouve?
DJ Hum: Gosto muito de soul, jazz funk, samba soul, punk dos anos 70, new soul — que aqui no país é chamado de charm. Também ouço muito música moderna brasileira, como vem fazendo os selos Tratore e Trama.

!ObaOba: Tem algum artista em especial que você ouve mais ultimamente?
DJ Hum: Sinto algo forte quando ouço o rapper Common.

!ObaOba: Como surgiu o hit “Senhorita”?
DJ Hum: Experimentei umas batidas diferentes, produzindo rythm and blues e uns Hip Hop dos anos 70, feitos para a pista. A base instrumental de “Senhorita” eu fiz em 2003 e não tinha letra. Quando eu ia tocar em algum lugar, eu brincava de MC com a levada e mixava. Percebi que a música tinha potencial, porque a galera curtia. Logo depois, o Cabal (MC) me pediu para produzir uma música. Falei que tinha uma base, com tema, e expliquei que queria falar do amor à primeira vista, do adolescente, dos primeiros bailinhos, a menina linda, a senhorita e a coisa mais linda. Eram emoções que eu vivi onde morava e não podia deixar para trás. No final foi uma composição minha, do Cabal e do Lino Crizz (foto). Foi o encontro responsável para criarmos a banda Motirô.

!ObaOba: Qual o significado da palavra Motirô?
DJ Hum: É uma palavra indígena – tupi-guarani – e quer dizer reunião de pessoas, de uma mesma tribo, para construir algo produtivo e positivo.

!ObaOba: Quais são os estilos de músicas do grupo?
DJ Hum:O Motirô é formado por 25 pessoas e o DJ, que sou eu. É uma junção de sons e artistas, composta de baixo, bateria, metais (saxofone e trompete), percussão, teclado e 2 backing vocals. Também tem os cantores Lino Crizz e Mara Nascimento, o MC Tio Fresh e o rapper De La Souza, que rima em espanhol. Além de convidados diferentes a cada show. Nós tocamos hip hop e com influência de músicas latina, indiana e árabe.

!ObaOba: Tanto na primeira música da Motirô como nas outras, há rimas em espanhol. Por quê?
DJ Hum: É a idéia da América Latina unida. Seria ótimo se o Brasil conhecesse mais a cultura dos países vizinhos. Quero abrir o mercado brasileiro para toda a América Latina. Os outros países não colocam sambas brasileiros em suas músicas? E isso não é legal? Então, vamos colocar frases em espanhol em nossas músicas.

!ObaOba: O que esperar das duas apresentações da Motirô neste fim de semana no Sesc Pompéia?
DJ Hum:Vamos fazer um revival da música black dos anos 70, misturando com a sonoridade do século 21. Neste show vai ter o Silvera, o BNegão (foto), que é meu amigo de longa data, desde os tempos em que ele era do Planet Hemp, já tocamos juntos algumas vezes. A banda vai contar com o groove do Tonny Bizarro, que é o rei da discoteca. Já toco há mais de 20 anos e gostaria de unir as gerações.

!ObaOba: Qual o motivo dessa mistura de gerações?
Seria legal se a nova geração pudesse conhecer as músicas e a antiga reviver. É algo incrível quando os pais, que hoje têm 40, 45 anos levam seus filhos aos shows e me falam: “Eu curtia seu som quando era jovem, agora quero que meus filhos conheçam e gostem também”. E essa é a maior gratificação para um artista, pois uma das maiores glórias é olhar para o passado e não ter vergonha dele.

!ObaOba: Qual sua posição na briga entre as gravadoras e a pirataria?
DJ Hum:Acho que as grandes gravadoras deveriam investir em selos e músicos independentes. É uma solução para baixar o custo do CD.

!ObaOba: Você é contra a pirataria?
DJ Hum:Eu não disse isso. Eu não acho que é algo honesto, o que é diferente de ser contra. Se eu fosse contra não teria mandando vários e-mails com a música “Senhorita” para as pessoas ouvirem. Nesse caso, eu mesmo piratiei meu trabalho para divulgar o disco, que tinha essa música.

!ObaOba: O hit “Senhorita” conquistou não só os brasileiros, como também os europeus. O single “Senhorita” rendeu um contrato com uma gravadora britânica e e apresentações fora do país. Como é tocar no exterior?
DJ Hum:Eu toquei na Inglaterra, na França e no Japão. Lá fora eu só toco música nacional, como Tony Tornado, Tim Maia e o público adora.

!ObaOba: Que balada você gosta?
DJ Hum: Em São Paulo gosto do Blen Blen. E em Goiânia o Fiction

!ObaOba: Além de festas e produções, o que o DJ Hum gosta de fazer?
DJ Hum: Por incrível que pareça, eu gosto de ir para o interior de São Paulo para caminhar, correr, curtir a natureza, o mato e a cachoeira. Colocar também um CD de new age, relaxar e meditar. Juntar os amigos, trocar idéias e ouvir com eles músicas psicodélicas e de vanguarda.


Site Oba Oba!

008 – Clemente

Programa: 008

Exibido em: 20 de agosto de 2008

Entrevistado: Clemente

Letrista, vocalista e guitarrista, Clemente fundou bandas “Condutores de Cádaver” e  “Os Inocentes” e foi um dos responsáveis pela explosão do movimento punk no Brasil. Recentemente, integrou a nova formação da Plebe Rude.

Também foi um dos responsáveis pelo extinto programa “Musikaos”, da TV Cultura, apresentado por Gastão Moreira.

Participação: Jorge

Entrevista na íntegra:

005 – Fernando Bonassi

Programa: 005

Exibido em: 09 de julho de 2008

Entrevistado: Fernando Bonassi

Fernando é escritor, roteirista, dramaturgo e cineasta. Dentre seus roteiros para o cinema estão “Estação Carandiru” e “Cazuza – O tempo não Para”. Na TV escreveu episódios das séries “Castelo Rá-Tim-Bum” e “Mundo da Lua”.

Autor de 19 livros, também escreve no jornal “Folha de São Paulo”

Participação: Maurício Dirrua

Entrevista na íntegra:

Corações vagabundos

Texto extraído do jornal “Folha de São Paulo”


O carro dobrou na Cesário Mota Jr., e Cibele logo percebeu que era o homem esquisito. Já passava de seis meses agora. Toda semana. Toda sexta-feira à noite. Nove horas em ponto o sujeito aparecia. Banho tomado, roupa passada. Ele vinha escorregando com o carro pro lado dela. Parava, mas deixava o motor ligado. Destravava a porta. Às vezes dizia alguma coisa.

— Boa noite.

— Boa.

Às vezes, nem isso… Mas sempre aquele cheiro de água de colônia. Enjoativo. Cibele sentia falta de ar. Procurava pelo botão do vidro. Não achava. Não tinha coragem de perguntar onde ficava. Contava até dez. Passava.

— Aposto que eu sei onde a gente vai…

O homem fez que sim com a cabeça. Ele a levava pra comer frango à passarinho com caipirinha em Pinheiros. Bebiam e comiam em silêncio aquelas irresistíveis desgraças cheias de gordura até perderem o juízo. Ela não conseguia se controlar. Depois pediam sobremesa. Ela simplesmente não conseguia se controlar! E ainda tomavam cafezinho:

— Sem açúcar, por favor…

Ele pagava e a deixava no mesmo lugar. Pagava o preço mais caro. Perguntou na primeira vez:

— Quanto é pra fazer tudo?

Ela caprichou. Ele tirou o dinheiro do bolso. Não tinha muito mais do que ela pedira, mas fez questão de acertar antes. De lá pra cá era sempre igual. Uma vez perguntou:

— Teve aumento?

Cibele não teve coragem. Pediu o de sempre.

Portanto ele podia fazer tudo o que quisesse, mas sempre a devolvia na mesma esquina. “Sem um arranhão!”, como costumava dizer às amigas. Toda semana. Toda sexta-feira, entre 11 e 11 e meia estava de volta ao ponto. Menos mal, pensava a mulher, que ainda contava com todo o movimento da madrugada pra aproveitar. Aproveitava mesmo, que Cibele não fazia questão de prestar e tinha muitos planos; mas aquele homem… Não sabia se tinha vergonha… Ou pena. O coração dela ficava espremido. Ruminava as razões dele. Passava a semana com esse troço por dentro. Não chegava a lugar nenhum.

Até esse dia tinha ficado quieta, mas, no restaurante, quando ele perguntou o que ela queria, Cibele pôs a língua pra fora e disse:

— Você.

O garçom se fez de morto. Era um bom garçom. Ficou brincando de estátua com a caneta e o bloquinho. Passou um bom tempo assim, porque o homem deu uma risada comprida e só então virou pra pedir:

— Duas caipirinhas de pinga e um frango à passarinho.

O garçom se afastou e a mulher continuou provocando:

— Você gosta de beber, né?

— É bom, fica tudo mais fácil…

— Devia comer de vez em quando.

Dessa vez o homem não riu.

— Você é casado?

— Hum-hum.

— Mentira. Se fosse casado a tua mulher ia desconfiar da rotina.

— Não é uma questão de confiança.

— Ela é doente?

O homem voltou a rir.

— Você é doente?

— Não.

— Gay?

Chegou o pedido. Cibele ficou desacorçoada. Costumava dizer que se um dia fosse executada, frango à passarinho seria sua última refeição. Tentou escolher um pedaço bem sequinho. Difícil. Ficou mordiscando. Depois pegou mais. E foi pegando, querendo morrer. Seus lábios brilhavam quando perguntou:

— Eu não sou boa pra você?

O homem teve a coragem de fazer Cibele esperar que pegasse um cigarro do maço, tirasse caixa de fósforos do bolso da calça, um palito de dentro dela, acendesse esse maldito cigarro e só então se dignasse a responder:

— Você é a melhor coisa da minha semana.

— “Coisa”?!

O homem bufou diante da mulher, levantou a palma da mão pro garçom e fez que escrevia nela com um dedo. Cibele ficou pescando os restinhos de alho da bandeja.

— Você me engorda.

Cibele fechou a cara. De cara fechada esperou que o homem pagasse a conta e a levasse de volta à esquina de sempre. Nessa noite Cibele não sentiu o enjôo da água de colônia quando ele se debruçou nela pra destravar a porta. Desceu e ficou de costas. O homem baixou o vidro. “Aqueles botões…”

— Até sexta-feira…

Cibele pensou em ofender, mas quando virou, aquele homem esquisito estava bem ali… Ela sem saber se era vergonha ou pena… O coração espremido…

— Tá bom, te espero aqui.

004 – Hugo Possolo

Programa: 004

Exibido em: 25 de junho de 2008

Entrevistado: Hugo Possolo

Palhaço, dramaturgo, cenógrafo, figurinista, diretor e produtor cultural há 26 anos, é formado no Picadeiro Circo Escola em São Paulo e um dos criadores do grupo de comédia Parlapatões, Patifes & Paspalhões.

Participação: Reginaldo, Edbluson, Daniel

Entrevista na íntegra:


DE UM PALHAÇO PARA O PRESIDENTE

Matéria publicada na Folha de São Paulo em 04 de janeiro de 2006, na coluna “Tendências e Debates”.

Por Hugo Possolo

As elites orquestraram para que eu me tornasse palhaço. O complô da mídia me vestiu roupas largas e sapatões e pintou minha cara. Impuseram-me o papel de idiota. Eu, que não sabia de nada, me senti traído. Apenas fui levado por companheiros de 30 anos de luta que, agora percebo, queriam que eu fosse absolutamente ridículo.

É verdade que, no começo, assumi e dei uma festa no apê. Distribuí metáforas com cara de aforismos e desaforos para quem quisesse ouvir. Afinal, o palhaço pode tudo. Inclusive rir das piadas recicladas que fazem a meu respeito. Sobre o dedo que me falta, o conhecimento que me falta e até sobre a honestidade, que também me falta.

Tudo bem, até que um cantor de ópera bufa fez sua cena de ópera de sabão. Delatou, debaixo de nossa honrada lona tombada pra baixo, que alguns deputados recebiam uma mesadinha extra. Apoiei-me na velha máxima de que ser palhaço é fácil, mas que o difícil é levar isso tudo a sério. O canastrão de olho roxo logo passou a ser o pop star da nação. Bandido sempre deu mais ibope na televisão. E todo mundo grudou a vida na TV Senado. Encenação com ares de megashow. Fiquei enciumado.

Revidei com o publiciotário. Só que a propaganda premiada do gênio da lâmpada teve a esperteza de divulgar que o dinheiro bom é aquele não-contabilizado que está bem contabilizado nas contas do exterior. E depois, o palhaço sou eu! Fiquei vesgo, em pânico, com a cara da Sol. Chorei a minha vontade de morar em Miami, onde os americanos falam português. Não deu certo. Afinal, eu também não falo português. Tornei-me um palhaço preconceituoso só porque não vi o beijo gay.

De repente, baixou o clero esclerosado e o presidente da câmara de pneus furados não pagou a conta do restaurante. Veio o dono, passou a fatura e mandou a vida severina pro futuro distante da eleição. Nada de renunciar aos votos do povão. Porque, cá entre nós, coronel burro nasce bóia-fria. Pisei em ovos. Aí, meus deputados pegaram a gripe do frango e caíram na farra com as galinhas. Mas a cafetina garantiu que eram apenas recepcionistas. Eu preferia que meus deputados estivessem com a febre aftosa. Assim, eu exterminaria o rebanho todo.

Entrei pelo cano de um valerioduto. Caí no buraco negro das pesquisas em que até vampiro ganha de palhaço. Desanimado, comprei uma cueca nova na Daslu. Enchi a danada de dólares e fui gastar na Daspu. Minha bengala típica de palhaço foi enfiada na cabeça de meu pupilo, que agora diz que não sabe se vai votar em mim.

Aproveitei para ver um filme de piratas, que eu adoro saques. Só que me trouxeram os dois filhos do rio São Francisco. E eu boiei. Um padre fez greve de fome e não me deram mais DVD para eu ver, nem nos entreatos. Citei o futebol, mas a ficção se tornou realidade. Juiz ladrão não é só o que rouba na construção de tribunais. Ainda tenso, rebolei para francês ver. E quem faturou foi a gravadora do meu artista ministro, curiosamente o grande destaque da festa.

E já era Natal. Enquanto o rei cantava que quer ter um milhão de amigos, meu vice leva um milhão em camisetas. Recebe em grana viva, coisa muito comum para quem não quer saber de onde veio o dinheiro. Profetizei o velho chavão, de um chavista que sequer trabalha no SBT e não quer saber de políticas globais. Usei a frase de defeito:
- Nunca neste país teve tanta palhaçada mal feita!

Até esta Folha esculhambou-se, neste espaço, onde escrevem ilustres figuras da República, permitindo que um palhaço qualquer fizesse seu deboche. A coisa estava ficando séria. Então, senti meu nível cair demais. Não comando nem o carrinho de pipoca da Disney. Sou um personagem terminal com um imenso ano pela frente. Decido, então, fazer a mudança que prometi. Finalmente, deixo de ser palhaço ruim para não me parecer com um presidente. É bem melhor ser palhaço de verdade.

Já sei! Vou quebrar meu sigilo bancário. Assim, todo mundo saberá que, além do nariz, eu também tenho a conta no vermelho. O vermelho que desbotou da estrela é bom para quem quer ter vergonha na cara. Sabe, senhor presidente, é tão bom reconhecer-se ridículo, sem a dignidade aparente. É bom ser livre, ainda que no pensamento. É bom dormir com a consciência tranqüila.

Não sei como é para o senhor. Às vezes, repasso um pesadelo que não é só meu. Como escreveu Eric Bogosian, na adaptação de Aimar Labaki: “De uma nuvem esfumaçada, vestida numa roupa sadomasoquista, surgirá Regina Duarte me cravando por trás. Arrepiado, sinto sua mão suave subir até a minha nuca, enquanto ela sussurra quente ao pé do meu ouvido:
- Perdeu o medo? Agora perde a esperança!”

001 – Chico César

Programa: 001

Exibido em: 07 de maio de 2008

Entrevistado: Chico César

Um dos principais músicos brasileiros, Chico César tem 8 discos lançados.

Em 2003, criou seu próprio selo o “Chita Discos”, que lançou duas trilhas sonoras compostas por Chico César para as peças infantis “Marias do Brasil” e “Amídalas”.

Em 2006 estreou como escritor com o livro Cantáteis – Cantos elegíacos de amozade.

Participação: Ylsão – Negredo

Extras que não estão na versão final:

Trechos do livro: “Cantáteis – Cantos elegíacos de amozade”

11 é a musa que elejo

na peleja em que pelejo

elemento de elegia

quentura na noite fria

vento brando em dia quente

¿quanto ganha um gerente

para perguntar seu nome?

quero ver se você some

quero embalar sua rede

tarde cedo seda sede

frame trama tremor fome

12 zaratustra zoroastro

a barba de fidel castro

as ruas de joão pessoa

alma caridosa e boa

sou eu lhe chamando, escute

venha, traga o vermute

que irriga o paraíso

quebre o espelho de narciso

meu gibão, minha couraça

venha iluminar a praça

cale o choro, rasgue o riso

13 a luz da eletricidade

não brilha nem a metade

da briluz que é seu brilho

mãe iluminando filho

ato falho espantalho

coelho macaco galho

todo bicho da floresta

gesto certeiro na gesta

parideira de poema

ouvi o canto da ema

era você: aquelesta


.: Programas :.


036 – Laerte

035 – Mano Reco

034 – Edvaldo Santana

033 – Kendi Sakamoto

032 – Prof. Pablo

031 – Marcelino Freire

030 – Juca Kfouri

029 – Afro X

028 – Hamilton Tadeu

027 – Paulo Lins

026 – Sergio Vaz

025 – Antonio Nóbrega

024 – Albertina Duarte

023 – Moysés

022 – Caco Galhardo

021 – André Pirovani

020 – Contardo Calligaris

019 – Cazé Peçanha

018 – Ugo Giorgetti

017 – Remix

016 – Eduardo

015 – Glauco Mattoso

014 – Beto Brant

013 – Alzira E

012 – Xico Sá

011 – Laís Bodanzky

010 – Arnaldo Antunes

009 – DJ Hum

008 – Clemente

007 – Pedro A. Sanches

006 – Negra Li

005 – Fernando Bonassi

004 – Hugo Possolo

003 – Tia Dag

002 – Lourenço Mutarelli

001 – Chico César